H de Hélio + Coisas escritas por mim.
É sobre isso que esse blog é. Meus contos curtos, meus pretensos livros, roteiros e afins (excetuando o teatro, ao qual dediquei um blog apenas para tal).
É isso.
Hora de começar.
O céu estrelado. O novato contemplou o céu e se sentiu parte dele. Ele adotara o corte franciscano e usava bata de padre com um pequenino crucifixo plano de madeira para a ocasião. Esperava estar fazendo a coisa certa. Um cão late e o distrai. A atenção do novato voltou para a construção a sua frente, o único naquele lugar deserto, no meio do campo. A construção tinha linhas simples e parecia uma casa de dois andares, sem preocupações estéticas. Ninguém diria que aquele era o templo da Ordem a não ser por alguns holofotes em pontos estratégico e o pátio, com todos aqueles agentes vestidos em uniformes negros e cães de guarda. Um dos quais rosnava agora para ele por detrás da grade, contido pela coleira na mão do segurança de quepe. O novato olha para trás de si a tempo de ver o micro-ônibus que o trouxera passar pela cancela e sumir. Um sujeito de batina sai apressado do prédio da Ordem e vem em sua direção, ...
ANTES DE DORMIR foi o título que criei para uma coletânea de contos que deram origem a alguns dos curtas que cheguei a filmar na faculdade. Tenho inclusive alguns desenhos de produção que vou anexar também aqui no blog, mas espero que as histórias tenho sua capacidade de envolver o leitor. A quem for ler, meu muito obrigado e como o leitor é sempre o melhor revisor, fiquem a vontade de me avisar sobre typos, incoerências e até o que não ficou legal em: helioguedes9@hotmail.com Abraços
1 Régis e Ana entram no apartamento carregando as últimas caixas da mudança. São as últimas mesmo, agradecem aos céus, as camisas empapadas de suor, cientes do passar do dia. Já vai ficando escuro lá fora. - Até que enfim –solta Régis aliviado. Nada como aquela sensação boa de dever cumprido, mesmo que um a seu bel prazer. Finalmente estava em seu próprio apartamento. Só, livre, bicho solto. Ana não fala nada. Apenas vai até o sofá, senta-se e coloca a caixa de lado enquanto Régis coloca a sua no chão e vai até a cozinha, onde a geladeira já teve tempo de esfriar as garrafas d´água que colocara pela manhã, - Nem acredito que acabou – comenta ele. Ana mexe na caixa que trouxera, silenciosa ainda. - Quer água? Ela acha uma foto sua com Régis no meio da tralha da caixa que carregara. - Não – responde seca...
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